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Publicado em 27 de jan de 2026 às 17:00
Ecovias Sul libera segunda ponte reconstruída na BR-116 antes do prazo e avança na agenda de resiliência climática
A Ecovias Sul libera às 13h desta quarta-feira (28) a segunda ponte reconstruída na BR‑116, no Polo Rodoviário de Pelotas, antecipando novamente o prazo previsto (fevereiro) e avançando na entrega em uma das primeiras obras de resiliência climática já executada em rodovias federais do Brasil. A entrega da nova estrutura sobre o arroio Contagem, no km 502, em Pelotas, reforça o compromisso da concessionária com a segurança viária, a continuidade logística e a adaptação da infraestrutura rodoviária aos eventos climáticos extremos que vêm se intensificando nos últimos anos.
A conclusão faz parte de um conjunto de três pontes reconstruídas na rodovia, no trecho entre Pelotas e São Lourenço do Sul. A iniciativa, que totaliza pouco mais de R$ 42 milhões em investimentos, nasceu de estudos que apontaram que as pontes originais não apresentavam vazão hidráulica suficiente para períodos de cheia. Agora, as novas estruturas foram dimensionadas com base em modelagem hidrológica robusta, considerando séries históricas e projeções climáticas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), a maior autoridade científica mundial no estudo do aquecimento global.
Para o diretor-superintendente da Ecovias Sul, Miquéias Neuenfeld, a segunda liberação antes do prazo reforça a eficiência do planejamento e a relevância técnica da intervenção. Segundo ele, trata-se de uma obra que consolida um novo padrão de engenharia em infraestrutura rodoviária, combinando segurança, desempenho e sustentabilidade.
As equipes técnicas destacam que a reconstrução das pontes é uma resposta direta aos desafios impostos pelos eventos extremos registrados recentemente na região. De acordo com o coordenador de Obras da concessionária, Márcio Joaquim, as intervenções asseguram que o tráfego se mantenha fluindo mesmo em cenários climáticos severos, reduzindo o risco de alagamentos, interrupções e danos às pistas. Com a liberação da segunda ponte e a previsão de entrega da terceira nas próximas semana, a BR‑116 caminha para recuperar sua configuração definitiva, oferecendo mais fluidez, segurança e regularidade ao transporte de passageiros e cargas.
Baixo impacto
Um dos destaques do projeto é a aplicação de práticas de engenharia de baixo impacto ambiental. Durante a reconstrução, 100% do concreto das pontes antigas foi triturado e reaproveitado nos aterros das novas estruturas, enquanto o aço removido foi destinado integralmente à reciclagem. O reaproveitamento dos materiais reduziu a necessidade de extração de insumos virgens, diminuiu o volume de transporte de cargas e colaborou para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
A preservação da vegetação e da fauna também foi uma etapa essencial da obra. Após as autorizações ambientais emitidas em 2025, foram transplantadas 49 árvores nativas, realocadas para áreas próximas com técnicas específicas para garantir plena adaptação.
