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Contrato da Ecovias Sul se aproxima do fim com mais de R$ 2,5 bilhões investidos

Publicado em 19 de jan de 2026 às 11:30

Contrato da Ecovias Sul se aproxima do fim com mais de R$ 2,5 bilhões investidos

A contagem regressiva para 3 de março de 2026 marca mais do que o encerramento da concessão de 457,3 quilômetros do Polo Rodoviário de Pelotas. Representa o fim de um ciclo que contribuiu de forma decisiva para redefinir a mobilidade, a segurança viária e a gestão da infraestrutura rodoviária no extremo sul do país. Ao longo de quase três décadas de atuação, a Ecovias Sul atravessou mudanças regulatórias, promoveu ampliações e readequações de trechos, introduziu soluções de engenharia pioneiras na região e estruturou um modelo de atendimento ao usuário que resultou em centenas de milhares de ocorrências atendidas. Este balanço recompõe a trajetória entre 1998 e 2025 e dimensiona investimentos, pessoas e resultados que permanecem como legado regional.

A história teve início com a assinatura do contrato em janeiro de 1998 com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER). Um novo marco ocorreu em 18 de maio de 2000, quando o Polo Rodoviário de Pelotas foi federalizado, passando à gestão da União, com prazo final readequado para março de 2026. A cobrança de pedágio teve início em 4 de março de 2001. Em 2014, um aditivo contratual retirou da concessão a BR-293 (Pelotas–Bagé) e o acesso aos Molhes da Barra, em Rio Grande, ao mesmo tempo em que incorporou a nova pista duplicada da BR-392, no sentido Rio Grande–Pelotas. Com isso, a concessão passou a abranger 457,3 quilômetros de rodovias, atendendo diretamente 14 municípios da região.

O balanço financeiro evidencia a escala da operação. Entre 2001 e 2025, foram investidos R$ 2,5 bilhões na operação, além de R$ 240 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) repassados a 19 municípios ao longo do período. Apenas em pavimentação, os valores acumulados somam R$ 773,5 milhões, com a estimativa de 1,3 mil quilômetros de serviços realizados em pistas e acostamentos. Na conservação — que inclui serviços de limpeza e roçada — os investimentos alcançaram R$ 211,9 milhões. A sinalização recebeu R$ 67,6 milhões em pintura horizontal, R$ 24,1 milhões em sinalização vertical e R$ 5,47 milhões em defensas metálicas. Já a iluminação totalizou R$ 4,42 milhões em implantação e R$ 4,13 milhões em manutenção, distribuída em 32 pontos ao longo do polo. “Esses mais de R$ 2,5 bilhões investidos ajudaram a transformar a infraestrutura rodoviária da região Sul”, afirma Toni Costa, gerente de Administração de Contrato.

Na área de engenharia, a concessão se consolidou como um laboratório de soluções voltadas à eficiência, à sustentabilidade e à segurança viária. O uso de asfalto ecológico com borracha de pneus foi pioneiro na Região Sul em 2006. Já em 2016, a adoção do asfalto morno reduziu a temperatura de aplicação e encurtou os prazos de recuperação do pavimento. Duas dessas soluções inovadoras foram reconhecidas pelo GRI Awards, considerado o “Oscar da Infraestrutura” no Brasil. Em 2023, a concessionária foi premiada pelo uso do RAP (Reclaimed Asphalt Pavement), material reaproveitado a partir do fresamento do asfalto antigo, que deixa de ser descartado e passa a integrar novas misturas asfálticas. Em 2025, o reconhecimento veio com o desenvolvimento de compósitos sustentáveis aplicados em bases rodoviárias, reforçando a estratégia de baixo carbono. “Investimos de forma consistente em pavimento, conservação e limpeza para garantir rodovias seguras e confortáveis”, resume Márcio Joaquim, coordenador de Obras.

 

Foco permanente nas pessoas

A dimensão humana da operação da Ecovias Sul se reflete nos indicadores de assistência ao usuário. Ao longo da concessão, foram realizados 47.451 atendimentos médicos e 373.137 atendimentos mecânicos, além do registro de 654.170 ocorrências no Centro de Controle Operacional (CCO). Nos Serviços de Atendimento ao Usuário (SAL’s), mais de 3,8 milhões de pessoas foram atendidas, sendo 494 mil somente em 2025. “A vida sempre foi nossa prioridade. Cada atendimento realizado nesses 27 anos traduz esse compromisso”, destaca a gerente de Atendimento ao Usuário, Liliane Costa.

Segundo a coordenadora de Recursos Humanos, Michelli Barreto, por trás dos números está uma cultura organizacional centrada nas pessoas. “Os colaboradores são nosso maior legado. Construímos uma história pautada no respeito e na valorização”, afirma. Ao longo da concessão, 1.532 colaboradores diretos integraram a Ecovias Sul. Nesse período, a empresa recebeu importantes reconhecimentos, como as certificações de Melhor Empresa para Trabalhar no Rio Grande do Sul, concedidas pelo Great Place To Work em 2011 e 2012, além do Prêmio Destaques ANTT de 2023 e 2024, nas categorias Gestão Interna e Desenvolvimento de Pessoas. Em 2025, a campanha “Assédio, Pare!”, criada na concessionária em 2021 para combater abusos nas praças de pedágio, ganhou escala nacional e passou a ser adotada por todo o setor de rodovias concedidas no país.

 

Corredores ecológicos

Na área ambiental, a criação de corredores ecológicos ao longo das BR-116 e BR-392 transformou as faixas de domínio em áreas de refúgio, circulação e reprodução de espécies silvestres do Bioma Pampa. O inédito programa de monitoramento de fauna viva da concessionária identificou 26 espécies de mamíferos, das quais 38% estão ameaçadas de extinção. Os dados apontam ainda uma taxa de nascimentos superior à de atropelamentos e o retorno do Puma concolor à região, após mais de um século sem registros. Para o coordenador de Sustentabilidade, Alexandre Santos, os resultados comprovam que é possível conciliar desenvolvimento da infraestrutura e preservação ambiental.

 

Reta final

Às vésperas do encerramento da concessão, a Ecovias Sul reafirma o compromisso com a execução integral do contrato até o último minuto de vigência, às 23h59min do dia 3 de março de 2026. Até essa data, a concessionária seguirá operando as rodovias sob sua responsabilidade e prestando integralmente todos os serviços aos usuários, como atendimento médico e mecânico, conservação, monitoramento de tráfego e segurança viária, dentro dos padrões de qualidade que marcaram sua trajetória. Ao sintetizar esse posicionamento institucional, o diretor superintendente, Miquéias Neuenfeld, afirma: “Cumprimos o contrato com excelência até o último dia, garantindo segurança, inovação e respeito ao meio ambiente”.